O PERIGO DOS ALIMENTOS TRANGÊNICOS.
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Soja transgênica é liberada no Brasil e provoca uma
polêmica: quais os efeitos dos produtos geneticamente modificados sobre a saúde e o meio
ambiente?
Trechos extraídos da Cartilha sobre Transgênicos,
de Sebastião Pinheiro, reeditada pelo CREA-RJ.
Não
é simples nem inócuo mexer com a natureza. Muitos cientistas alertam para o perigo da
manipulação genética. A empresa Delta & Pine, dos EUA, patenteou o gene
classificado como terminador (exterminador). Ele é incorporado às sementes que plantadas
e colhidas tenham sementes estéreis. Isto obriga o agricultor a comprar sementes sempre
for plantar. Na América Latina, causaria grandes e negativos impactos.
O
gene exterminador poderá ser lavado pelo vento junto com os grãos de
pólen e fecundar as flores de plantas silvestres ou domésticas, tornando-as também
estéreis, e provocando uma irreparável destruição do patrimônio biológico da
humanidade.
Novos
toxicantes podem ser agregados aos alimentos através da engenharia
genética. Muitas plantas produzem naturalmente uma variedade de compostos como as
neurotoxinas, inibidoras de enzimas, que podem ser tóxicos e alterar a qualidade dos
alimentos. Geralmente, estes compostos estão presentes em níveis não tóxicos. Mas
através da engenharia genética podem ser produzidos em altos níveis.
A
qualidade nutricional dos alimentos da engenharia genética pode ser
diminuída.
Pode
ser significativamente alterada a quantidade de nutrientes nos alimentos
engenheirados. Também sua absorção ou metabolismo no homem podem ser modificados.
Novas
substâncias podem representar alterações na composição dos alimentos.
Novas
proteínas que causam reações alérgicas podem entrar nos alimentos.
Alergênicos são proteínas que causam reação na população alérgica. Transferidas de
um alimento para outro, as proteínas podem conferir à nova planta as propriedades
alergênicas do doador.
As
pessoas normalmente acabam por identificar os produtos que as afetam.
Entretanto, com a transferencia dos alergênicos de um produto para o outro, perde-se a
identificação e a pessoa só vai descobrir o que lhe fez mal após a ingestão do
alimento perigoso.
Os
genes antibiótico-resistente podem diminuir a efetividade de alguns
antibióticos em seres humanos e nos animais.
Cientistas
usam genes antibiótico-resistentes para selecionar e marcar os organismos engenheirados
que foram sucesso. Genes marcadores que produzem enzimas inativadas clinicamente, usando
antibióticos, teoricamente podem reduzir a eficácia da terapêutica de antibióticos.
Quando ingerida oralmente no alimento engenheirado, a enzima pode inativar o antibiótico. |